Por: Zappa boy, para que? :)
Não sou um dedicado escritor, isso é fato, inexiste texto quando não me
sinto inspirado a escrevê-lo, mas estranhamente, existem dias, dias em que
certas circunstâncias efêmeras, irrompem um ser raro, onde tudo no mundo, se
resume a folhas pautadas e uma pena de ponta fina. Adoro escrever a mão limpa,
apesar de ter concebido este em bits, escrever sem pressão, sem tempo, sem
rumo, é algo que muitos não dão valor, nem mesmo eu na maioria dos dias, mas
não agora. Estou escritor, faz menos de ano que percebi essa minha vontade de
significar, de colocar em algum lugar palpável, um sentimento que não tem nome,
que surge do nada, e vai se vai de maneira abrupta, essa sensação esta em cada
letra, palavra e pontuação deste, ele é fruto direto desta sensação.
Cinco da
manhã, e me senti compelido de criar, me sinto bem, de fato o criando, mesmo
ele sendo uma forma de me livrar desta vontade. Me pergunto agora, se esta
vontade é comum a todos em uma certa idade, se é algo que poucos têm, ou se
ninguém jamais sentiu isso, ultimo me deixando um tanto quanto preocupado, já
que acredito que tal sentir é deveras agradável. Oralizar qual quer tipo de
emoção é inefável, mas sinto-me na obrigação de tentar. Certos atos externos
incentivam a minha mente a cria-lo, grandes filmes, (alias estou agora a
faze-lo graças a Shawshank Redemption), boas musicas, excelentes conversas, e
principalmente a agradáveis moças. Odes criadas a vários séculos, eram
simplesmente inexplicáveis para mim, até agora. Se inicia com um levíssimo
sentimento de esperança, esperança em seu próprio potencial, em sua mente,
nisso, quase que não exatamente, um sentimento de bem estar se instaura, já que
é sabido, que ótimas ideias estão sendo processadas. Elas ascendem, saltitam em
sua cabeça, se houver demora, lançam-se para fora de sua mente, e se perdem.
Tudo o que se quer é um caderno gordo com muitas folhas em branco, porém está
no meio do ato que a desencadeou, não pode interrompe-lo, e com isso, por um egoísmo
do ser humano, procrastina-se o momento de escrever ao máximo, já que tal
maravilhamento é único, e quer senti-lo o máximo possível. E cá estou eu,
dissertando sobre. É de fato engraçado, como o meu corpo sabe como remediar,
como cessar, esta sede, esta fome, de escrever que tenho, já que não é nato de
nosso instinto. Este, nada mais é do que meu corpo tentando interpretar um novo
sentido, e finda-lo de algum modo.
Gostaria de não ser tão sucinto, não apenas
escrevendo, mas também na forma de pensar, e encarar o mundo. Esta vontade é
tão mais elegante do que fora tentado expressar, que é um dissabor lê-lo, aos
pés da verdade. Ela esta se esvaindo. Gosto de me referir a “ela”, no feminino,
já que tira o sono, e me deixa acordado de madrugada. Não sei quando escreverei
novamente, isto depende de incentivos, mas creio, que não será a ultima vez. O
blog não é para isso, não tem esta temática, mas creio que os dois leitores,
não ficarão chateados.